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Crônicas de um azarado chamado Rubinho Barrichello Julho 31, 2009

Posted by ivanrusso in Crônicas.
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Engraçado, que friozinho chato!

Ultimamente temos sido alarmados por graves problemas, como a gripe suína, a crise no senado, a ditadura de Honduras e o acidente do Massa.

Vamos falar um pouco sobre o acidente de nosso “pequeno polegar” da F1 e sua relação causa/efeito com nosso querido Rubinho.

Putz, o Massa…”que massa” que ele está bem, mas foi um super susto, juro que fiquei em choque, parado, quieto e com um nó na garganta quando vi tudo acontecendo, trauma herdado da morte do Ayrton.

Tinha que acontecer algo daquele tipo justamente com um brasileiro, justamente com o Massa?

Pior que isso, foi o fato de ter sido logo do carro do Rubinho a mola assassina que quase nos tira um cara alegre, cheio de vida e que vai ser pai em breve.

Fico pensando em como o já estigmatizado Barrichello ficaria marcado se o Massa morresse…seria trágico e pouco cômico, mas de “perdedor” e “azarado”, agora levaria a culpa obviamente involuntária pela tragédia.

Engraçado como pessoas como o Rubinho atraem coisas desse tipo…

É puro azar mesmo….imaginem só…acho que todos lembram que em Ímola quem sofreu o acidente inicial daquele final de semana fatídico foi o Rubinho…depois morreu um austríaco no sábado e no domingo nosso Ayrton.

Não que ele tenha culpa…jamais diria isso…ao contrário, todos sabemos que houve uma série de fatores “desgraçados” em cadeia que iniciaram aquela tragédia, inclusive o próprio acidente do Rubens na sexta que poderia tê-lo vitimado de forma trágica também.

Mas o bicho é azarado…ah isso ele é!

Por tabela o Massa colheu desse azar e acabou por força do destino sendo o azarado do final de semana…quase ficou cego e ainda não correrá mais este ano provavelmente.

Tá certo que o azar do Massa foi estar no lugar errado na hora errada, e que nenhum deles foi culpado da maldita mola da Brawn escapar do seu devido lugar, mas pesando a história, o destino foi malvado com os dois…afinal com certeza enquanto um estava no hospital, o outro estava com a cabeça bem pesada, tanto que correu mal, e terminou mal a prova.

O azar do Massa é que justamente agora que o carro da Ferrari está melhorando a olhos vistos, ele estará fora, ficará meio que escondido e perderá um pouco da luz do circuito, fortalecendo rumores de Alonso, e quem sabe até mesmo o fato de que na pŕoxima temporada, caso o espanhol vá mesmo pra Maranello, Massa fique sem todo o suporte que hoje possui, tendo que reconquistar seu espaço.

Já nosso azarado Rubinho…putz… nem sei o que dizer…

O cara nunca ganhou nada, salvo seu rico e bem ganho dinheirinho…

Foi segundo piloto por onde passou…afinal não vamos contar aqui Jordan e Stewart…nem vamos considerar que ele tenha sido primeiro piloto da antiga Honda, afinal nem carro eles tinham…

É o maior corredor em número de GP’s, mas tem míseras 9 vitórias eu acho…

Vive assombrado pela aposentadoria e pela teimosia desde que saiu da Ferrari…

Quando pega um carro melhor como era a Brawn no começo do ano, não rende e não ganha provas, ficando em segundo novamente…

E pra terminar…ao ser involuntariamente culpado pelo acidente do Massa, consegue tirar da aposentadoria justamente quem????

Michael Schumacher…o maior piloto de todos os tempos em número de títulos e vitórias, maior ídolo do esporte desde Ayrton Senna e que pegará a Ferrari do Massa justamente quando ela dá sinal de que pode competir.

Querem apostar quanto que o Rubinho fecha o ano sem ganhar um corrida e o alemão ainda vai ganhar uma ou algumas!!!???

rsrsrs…

Fui!

Fábulas e Reflexões… Julho 29, 2009

Posted by ivanrusso in Crônicas.
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Somos todos carentes por natureza, seres que precisam de atenção, carinho, companhia.

Somos também solitários desde que nascemos, mesmo tendo nossos pais, irmãos, parentes e amigos, e com o passar do tempo notamos essa solidão, notamos que mesmo com Deus ao nosso lado, ou seja lá que força maior você acredite, continuamos sozinhos.

Buscamos resultados pessoais, um gostinho de vitória ali, outro aqui, e nessa busca descobrimos um mundo real e outro imaginário onde fadas, duendes, anjos e demônios nos perseguem, com ofertas mundanas, e oportunidades divinas.

Aos olhos do mundo podemos ser feios, mas num toque de mágica ou na magia de nossos sonhos, podemos ser belos,principalmente quando o “Senhor do Tempo” faz sua mágica e transforma o “Patinho Feio” em um belo “Cisne”,mas na verdade ainda estaremos insatisfeitos,pois nossa busca nunca termina.

Sempre queremos mais e num belo dia acordamos em busca da tampa de nossa panela,alguns acham facilmente várias tampas,mas estas nunca se encaixam,outros esperam ela cair do céu,uns encontram a tampa e a ignoram eternamente ou deixam passar,jogam fora e tem aqueles que vão morrer em busca de sua tampinha.

Na verdade,mesmo achando, em geral seremos sozinhos,pois estaremos sempre insatisfeitos e muitas vezes ignoraremos as nossas bençãos, inclusive nossa companhia as vezes de uma vida toda, que também estará na busca de um sentido pra sua própria vida…por isso muitas vezes olhamos no paneleiro, ou sob a pia da cozinha e encontramos as panelas sem suas tampas…..faz sentido não?

Daí os anjos, com a benção divina, no dão presentes, ao longo de toda a vida…um bom emprego, uma faculdade, um casamento, filhos e mesmo assim não estamos felizes,caminhamos sonhando acordados e sempre nos vemos em pesadelos!

Fazemos bruxaria tecnológica, encantamentos musicais, contamos estórias para boi dormir, e tapamos o Sol com peneira, só pra contrariar aos mandantes e roteiristas de nossa história real.

Inventamos máquinas, inventamos gente e inventamos bichos…e nessa acabamos por inventar ou achar que inventamos moda…até a internet nós inventamos…

Isso faz com que nessa ânsia de inventar, possam surgir vírus…bactérias, gripes e doenças dos mais variados tipos e das mais variadas cores…..bichinhos tão pequenos e tão letais….que sequer “Norton” ou os “Doutores” de plantão conseguem curar.

Nisso caminhamos, cantamos, seguimos canções, muitas vezes de forma revolucionária, querendo acabar com o mundo, ou de forma desconexa em paz e pedindo por paz e amor…

Conhecemos o arco-irís e ficamos em êxtase pensando em como as cores dele podem nos levar até o pote de ouro dos duendes…malvados seres pequeninos e verdes que vieram de Marte para guardar seu ouro no fim de cada arco colorido e que vez ou outra aparecem voando por aí em pratos giratórios no ar…que alguns teimam em chamar de discos voadores, outros até fotografam…sem saber que são meras brincadeiras, como os “Gigantes Moinhos de Vento” de Dom Quixote!

Dormimos, acordamos, dormimos, acordamos e queremos dormir novamente, na espera da Fada do Dente ou dos carneirinhos que contamos vez ou outra, até que um dia chega a Morte, linda, pálida, rockeira, com cara de caveira, ou simplesmente invisível, mas real, que nos traga para seu seio desnudo…

Uns na esperança de um paraíso deixam a vida felizes,outros seguem convictos de um inferno, outros acham que tudo isso é só uma passagem, tem os que acreditam apenas que apenas dormem, e aqueles que brigam com a Morte para ficar por aqui…

Seria tudo isso um pesadelo?

Seria um sonho?

Acho que talvez o simples fato de questionarmos a existência disso tudo em forma de pesadelo ou sonho, prova que somos e seremos eternos críticos de nós mesmos e da forma como a vida funciona…

Mas eu prefiro acreditar que o bom Sonho, o descanso e a paz podem ser alcançados aqui, e que quando eu dormir um dia de forma definitiva, apenas tudo irá continuar na esfera celestial, como tanto persegui e tanto desejei enquanto solitário ser desbravador da vida que sou.

Como você acha que tudo acaba?rsrs

Ivan

Vamos crer

Mudanças repentinas Março 30, 2009

Posted by ivanrusso in Crônicas, Poemas.
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Como em tão pouco tempo as coisas podem mudar?

Eu não sei responder essa pergunta, sinceramente e não sei se existe resposta!

Posso apenas dizer que as coisas mudam, pois mudaram para mim!

Como um raio fui atingido em cheio por uma coisa tão simples e singela, tão única e bela, tão específica e particular, um pequeno sorriso.

Mas antes veio a educação, o trato, a forma como fui tratado, a diferença no agir, a atenção dispensada, fora do comum, que despertou minha curiosidade, meu senso de alerta para algo fora do normal.

Foi o suficiente para que eu ficasse com aquilo na cabeça, com a sensação de que algo mais precisaria ser descoberto, de que eu tinha que me aprofundar mais e ir além.

Dai fiquei observando, fiquei analisando, e do ponto de vista mais racional existente num cara como eu que sou pura razão, tremi as pernas e fiquei meio sem saber como agir para que eu me fizesse notado.

Foi quando da forma mais lúdica, mais singela e mais viável tentei e consegui me fazer notar…e para minha surpresa tudo aquilo que eu esperava que poderia descobrir era mais, era único, era especial, era diferentemente e verdadeiramente de Deus.

Bastou um diálogo para ver que ali existia algo capaz de tirar um ser racional do rumo e fazer ele se tornar emoção, bastou algo angelical tocar o tempo e o espaço para que coisas do passado distante voltassem a pulsar num ser vivente e capitalista que estava deixando rumos e frutos adormecidos.

Deu saudade de um tempo em que havia mais vida e houve vida nova se estampando num quarto escuro que estava fechado.

Que diferença uma única pessoa pode fazer na vida de uma pessoa?

Não sei a resposta, só sei a diferença que fez, faz e fará na minha vida, e que sendo de Deus, tenho certeza que isso pode ser real, afinal apenas Ele sabe de tudo e poderia conduzir tal caminho da forma como foi conduzido até o momento e como espero que seja daqui pra frente.

“Sorria, simplesmente sorria para mim
Sorria e me libertará
Sorria do seu jeito único

Quando você sorri eu fico sem chão
Quando você sorri eu deixo de lado a razão
Quando você sorri faz enche meu coração

Sorria, simplesmente sorria para mim
Sorria e contigo estarei
Sorria para que o mal não prevaleça

Os motivos e razões, os sentimentos e emoções se misturam
E no meio disso tudo eu vejo luz
As palavras e ações se perdem
E nisso tudo nos encontramos

Sorria para iluminar meus caminhos
Sorria para me guiar até o céu
Sorria e me abençoe
Sorria e seja apenas você

Para que tenhamos motivos para viver
Para que tenhamos coragem de enfrentar o mal
Para que possamos ser benção
Para que possamos ver o bem

Sorria, simplesmente sorria
Sorria para mim”

…Em um dia de ansiedade e poesia, numa homenagem e num relato, para pensar e emocionar, para desabafar e contar, ou apenas para testemunhar, aqui registro…2009

A Violência Que Eu Não Ví! Março 8, 2008

Posted by ivanrusso in Crônicas.
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Esta é a história de Pingo e da vida violenta a que foi submetido até seus 10 anos.

Pingo sempre foi um menino fantástico, alegre e muito normal, ele morava com seu pai e sua mãe, e como grande parte dos meninos, adorava correr, gostava de desenhos na televisão e dos chamegos de sua mãe.

Pingo sempre foi obediente, sempre foi estudioso, sempre quis deixar sua mãe e seu pai orgulhosos, mas sempre foi um menino quieto, que mesmo com tanta alegria, não falava muito e preferia ficar na dele.

A mãe de Pingo era uma mulher cuidadosa, muito empenhada em cuidar da casa, do marido e do filho, também nunca se ouvia a voz dela, nem mesmo quando falava com o filho. Aliás, parecia que eles tinham um código, ou quem sabe uma forma de comunicação meio que por telepatia.

O pai de Pingo era um homem forte, barbudo, que cheirava a suor e combustível, óleo, e outras coisas que poderiam ser encontradas na oficina onde era mecânico. Dele se ouvia a voz, os gritos, os palavrões, as maldições, a raiva e todo o azar de coisas ruins que um ser humano pode deixar sair de sua boca ou de seus pensamentos, o pai de Pingo era como o vômito em forma de atitudes, e a merda em forma de ações.

Ele estava sempre insatisfeito com a vida que levava, com a profissão, com o patrão, com a esposa, mas principalmente, ele odiava Pingo, seu único filho, seu filho homem, que segundo ele, nunca iria servir para nada, salvo para ser um peso de papel, ou um encosto de porta.

Dia após dia Pingo e sua mãe viviam o inferno da bebida, o inferno da opressão, o inferno da presença do pai, e o inferno da ausência do pai, que mesmo longe, trazia a lembrança de que em breve voltaria.

Mas Pingo era feliz, e sua mãe era feliz com Pingo, eles passeavam, ouviam o rádio, Pingo adorava Tom e Jerry e o Pernalonga, assim como era louco por sorvete. As outras crianças da vizinhança gostavam de Pingo, e embora ele tivesse dificuldades para jogar futebol, sempre era escolhido para ser goleiro, pois os meninos diziam que ele tinha reflexos rápidos e sempre sabia de onde a bola viria e para onde iria.

E os dias acabavam, e mais uma noite sempre chegava, Pingo ainda tentava falar com o pai, mas esse mandava que ele fosse pra longe dali, e nesse minuto Pingo sempre sabia que aquela tentativa inútil de dar carinho ao pai, e de receber atenção, resultaria em mais uma noite de torturas a que sua mãe seria submetida pelo pai, que descontaria todas as frustrações na pobre mulher…e ela sempre sofreu calada, sem um grito ou palavra, sem resmungos ou choro…mas Pingo sabia.

Até que Pingo desistiu do pai, e passou a não mais tentar obter sua atenção…quando isso aconteceu, o pai dele ficou ainda mais irado e passou a castigar a mãe mais ainda, bem como a odiar a presença do filho como a própria desgraça de sua vida.

Pingo sofria, mas não ousava perguntar à mãe o que acontecia todas as noites, pois embora soubesse, tinha medo da verdade…

…foi quando em um dia Pingo jogou futebol e pegou três pênaltis, e ficou iludido de que isso seria motivo de orgulho para o pai.

Essa foi a noite mais longa da vida de Pingo, pois quando contou ao pai seu feito, uma bomba explodiu, e o pai disse que aquilo ali bastava, e que daria um fim a toda aquela desgraça de sua vida começando pelo motivo de sua maldição.

Tudo que se ouviu depois foi muito barulho, gritos que não acabavam do pai de Pingo, o choro silencioso de Pingo, e as pancadas que pareciam amaciar um pedaço de carne na mesa de um açougueiro…até que o pai dele gritou que era a vez do menino…e nesse momento se ouviu uma voz fraca…e novamente…até que aquela voz fraca se tornou um grito…”ELE NÃO!!!”

O que se soube pelos vizinhos foi que Pingo teria morrido se a mãe dele não tivesse se erquido do meio do próprio sangue e não tivesse martelado a cabeça do marido com a própria chave de rodas dele…e o que se sabe hoje é que Pingo vive feliz com a mãe em uma casa de proteção para mulheres e filhos que sofrem ou sofreram abusos de seus maridos.

Pingo hoje com 15 anos continua em desenvolvimento constante e vive feliz, planejando tornar-se advogado ou professor, e lidando com os desafios diários de sua cegueira de nascença, sendo cada vez mais, um orgulho para todos que o cercam.

Abraços!

Ivan Ferreira, em um dia qualquer.