Morro ao saber que nada sei, mas vivo para saber mais… Julho 5, 2008
Posted by ivanrusso in Poemas.trackback
Como um soldado sigo meu caminho nessa caminhada sem final,
Uma caminhada sem rumo, sem mapas, sem carros ou cavalos,
Num caminho sem ruas, estradas ou sinais,
Que leva às batalhas mais árduas, e às recompensas mais breves…
Luto contra gigantes que na verdade não são gigantes,
Luto contra gigantes que também não são moinhos de vento,
Tampouco são grandes,
Mas são gigantes…
Luto contra mim e contra ti,
Luto pelo hoje e pelo amanhã,
Luto por um mundo que não luta,
Não luta por ele, não luta por mim…
Na calada da noite sinto o frio,
Sinto os ventos gelados gelantes,
Sinto o coração de quem não sabe amar,
Sinto o coração dos que não sabem lutar…
Luto então mais ainda por eles,
Luto enquanto dormem,
Luto acordado em meio aos devaneios sem direção de um só coração,
Luto para continuar a lutar…
E esse um só coração continua a pulsar,
E essa força me faz ver que os gigantes já não são maiores que formigas,
Que com meus pés posso massacrá-los,
E com minha alma posso devorá-los…
Mas de que adianta matar, massacrar ou devorar?
De que adianta apenas vencer?
De que adianta avançar?
De que adianta apenas ganhar?
Quero conhecer estes gigantes,
Quero saber dessas formigas,
Quero entender o motivo de serem tão grandes e ao mesmo tempo pequenas,
Quero viver seus motivos…
Morro ao saber que nada sei,
Mas vivo para saber mais, mais e mais,
Para entender o motivo de apenas eu lutar,
Para então começar a lutar novamente…
Nessa infindável luta do meu eu,
Nessa infindável batalha do teu,
Nessa infindável necessidade do seu,
Por saber eu mais que ontem e menos que amanhã…
E lutar para saber mais amanhã que hoje, a fim de saber mais…que nada sei.